Domingo, Novembro 22, 2009

Há boinas com sorte...
Já me disseram que as boinas, tal como os namorados. não se emprestam. Acho até que quem o disse tem alguma sapiência mas, como não sou invejosa e depois de me pedirem com muito jeitinho e alguma insistência, lá foi ela na cabeça de outra que não a dona. No fundo para além de fazer um favor ao próximo, fiz também um favor à boina. Se ficasse comigo andava presa a uma cabeça assoberbada de trabalho e sem tempo para grandes passeios, salvo na cidade que já conhece de cor, Lisboa. Assim, sempre pode espreitar Dubrovnik e pavonear-se em Corfu. Não temo sequer que ela possa enjoar, já que é marinheira de primeira viagem, apenas que o companheiro da senhora que anda com a boina esprestada, a quem ninguém enfia o chapéu, resolva atirá-la borda fora...isso é que já não me parece bem. Esperarei por ela sã e salva algures no Cais da Rocha...

Sábado, Novembro 21, 2009

Esta mulher é de outro mundo!
A modelo alemã Heidi Klum é a mulher mais irritante do planeta e arredores. Para além de ser lindíssima, de ter filhos a toda a hora, de ser uma grávida daquelas imensas mas muito felizes, de ser casada com o Seal e de ser assídua nos desfiles da Victoria's Secret que são absolutamente extraordinários...
...ainda tem a distinta lata de, 5 semanas depois de dar à luz ao seu quarto filho, se apresentar com a figura que podemos ver nas fotos abaixo plasmadas e desfilar com um corpo de fazer inveja para a Victoria´s Secret.
Eu não sei o que ela come, ou não come, mas de facto, ela é um fenómeno, não sei se é do metabolismo, se do ginásio, se genético mas é impressionante...

Distância...
Enquanto ele tomava conta do piano religiosamente às cinco, eu estirava-me na espreguiçadeira do terraço para o ouvir. Aquela melodia envadia-me os ouvidos e tomava aos poucos conta de mim. Durante aqueles momentos fogazes, sentia a tua música de tal maneira que aos poucos convencia-me que tocavas só para mim. Estavas incomensuravelmente perto quando tocavas e irremediávelmente longe quando paravas de tocar.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Eu tenho um azar do caraças...

Se há pessoas que têm oportunidade de confraternizar profissionalmente com homens interessantes, eu não me incluo no rol, ainda que com grande pena minha. A mim calham-me sempre as velhas raposas, já na casa dos 60. Para além das piadinhas sobre a minha juventude se ouso retaliar e dizer-lhes por outras palavras que já passaram do prazo, atiram-se ao ar. Eu que não aprecio sequer homens de meia idade, ando constantemente a lastimar-me da minha triste sina. Ainda há tempos dizia à S. que não me sai nenhum projecto com o R. (profissional de grande gabarito e de um enorme charme), enquanto me preparava para uma reunião com mais uma 'raposa velha'. Bastou eu sair, para ela receber uma chamada do dito R.! Maldição, pensei eu quando ela voltou, ainda por cima o R. que até é escuteiro e eu tenho um fétiche por fardas muito recente. Vou ali cortar os pulsos com uma folha de papel e já venho...

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

As aparências enganam...
A Samantha Fox foi durante os anos 80, o "ai jesus" de muitos homens. Tenho amigos que, quando mexem no baú das recordações, conseguem sem dificuldade desenterrar um ou dois posters da senhora, que aqui entre nós nunca cantou nada, valeu-lhe o belo par de 'melões' que transportava ao peito e umas quantas poses ousadas. Só que os homens não se informam, não lêem revistas cor-de-rosa e assim e quando há tempos disse a um amigo que a Samantha Fox vivia com a sua agente Myra Stratton há dez anos, está noiva desde Abril com direito a cachucho no dedo e tudo e planeia casar com ela e ter filhos, o desgraçado fico branco...Pois é, meus caros, nem tudo o que parece é...Vocês podiam gostar muito dos peitos da senhora, mas parece que ela também gosta muito dos peitos da respectiva...Peitos masculinos é que não, para mal dos vossos pecados...
Um choque era pouco...
Cada vez que nos apetece assim do nada ligar para um 'ex', daqueles que não aqueciam, nem arrefeciam só porque sim, ou porque o tempo está cinzento, deviamos ter automáticamente um choque na mão de forma a não conseguirmos pegar no telemóvel durante cerca de três dias, só para não reincidirmos em ideias absurdas.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Quem ousa fazer-se de esquisita?

Eu e mais umas quantas mulheres exigentes não nos cansamos de dizer que os homens têm de ser charmosos, interessantes, cultos e sobretudo com bom gosto. Nada de sapatos de berloque, cabelos lambidos por uma vaca, camisa aberta até ao umbigo com os pêlos do peito a saltarem aos olhos de quem por eles passa, cruzinha no fio de prata ao peito e meias com bonecos, sob pena de não chegarmos sequer ao primeiro encontro. Contudo, sou capaz de apostar que todas elas se derretiam pelo Mr. Darcy (Colin Firth) do filme 'Diário de Bridget Jones' na sua rídicula camisola com a rena. Isto das exigências é tudo muito relativo.
* Aposto que o Colin ficava gírissimo com um sapatinho de berloque!
Do ponto ao nó...
Eu abomino todas aquelas pessoas que 'não dão ponto sem nó', excepção feita às costureiras porque essas fazem-no ao pé da letra e não da forma figurada. Refiro-me directamente áquelas pessoas que se aproveitam das circunstâncias, sejam elas quais forem, desde que estas as favoreçam em algum sentido, procurando salvaguardar a sua posição e/ou bem estar, mesmo que seja à custa dos outros. Para estas pessoas pouco importamos como ser humanos, mas apenas enquanto veículos para atingir determinada meta. Aqui se incluem todos aqueles que, se nos dão um chouriço é porque estão à espera que lhes ofereçamos um porco. Ou mesmo aqueles que quando acham que a vida lhes corre bem, ignoram os outros e quando a vida descarrila voltam a ligar-nos, para ver se conseguem recuperar o tempo perdido. Por vezes, já não há espaço para eles nas nossas vidas. A vida muda e as pessoas também e muitas vezes a evolução das vidas é feita em sentido oposto. Outras vezes, a desconfiança acaba por minar qualquer contacto. Seja qual for o resultado final ou o sentimento que lhe esteve na base o certo é que, não gosto destas pessoas que se dão connosco porque acham que temos dinheiro, uma profissão de sucesso, viajamos imenso, temos 'status', somos de boas famílias e por aí em diante. Quando eles/elas voltam a aparecer nas nossas vidas não podemos deixar de estar alerta, porque a seguir ao ponto, vem logo o nó e até eu que não sou costureira, sei disso!

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Mulher à beira de um ataque de nervos...
Segunda-feira não é bom dia para ninguém, mas quando oiço dizer que há dias em que uma pessoa não deve sair de casa, lembro-me sempre da passada segunda-feira. Depois de um fim-de-semana de exageros culinários, acordei verdadeiramente indisposta e deverás agoniada.
O dia prometia chuva intensa e no trabalho um prazo a terminar nesse mesmo dia. Chegada ao trabalho, começo a escrever afincadamente para concluir o quanto antes o que tinha de entregar naquele dia. A dada altura, o computador resolve ganhar vida própria e desligar-se inexplicavelmente para se ligar novamente em seguida. Poderia ser apenas um capricho de uma máquina imbecil, se eu não tivesse perdido uma boa parte do que escrevi, por não ter sido gravada. Não tive outro remédio senão escrever novamente e ir sempre gravando, quase linha a linha. Pelo meio, o computador teve mais dois achaques iguais ao primeiro, mas já sem consequências. Quando pensei que o resto do meu dia seria um passeio no parque comparado com isto, mudei logo de ideias quando percebi que era agora a vez da minha impressora fazer uma birra. Não queria imprimir o documento por nada e às tantas nem desligando no botão do off, ela obedecia. Desligo na ficha e volto tudo ao ínicio e eis senão quando ela resolve funcionar para meu gaúdio pessoal. Com tudo feito e em papel, resolvi fazer uma pausa e ir ao Multibanco que fica a poucos metros do meu local de trabalho. Quando estava a efectuar a operação bancária, começa a chover torrencialmente de forma a que, em poucos metros e devido às pingas grossas de chuva fiquei meio ensopada. De volta ao trabalho e como a indisposição continuava, resolvi fazer um cházinho. Ponho uma caneca que tinha para lá dentro do microondas com água a aquecer e dois minutos depois, lá vou eu buscar a água quentinha. Quando abri porta do microondas, um cheiro a queimado intenso invadiu todo o espaço. Mirei a caneca de alto a baixo e reparei que ela estava ligeiramente queimada por baixo mas pensei que seria por ser em barro ou quaquer coisa assim. Reparei depois que a parte de baixo tinha um fundo falso de plástico onde se escondia um dispositivo que fazia com que a caneca emitisse um ruído sempre que a pousava, coisa que eu já não me lembrava de todo. Está bom de ver que o dito dispositivo estava integralmente chamuscado pelo que aquela caneca já não canta mais nada. Sobrou-me um pacote de chá e uma caneca emprestada para realizar o meu desejo de beber chá para por termo à indisposição. Assim e enquanto lá fora chovia a potes, no meu local de trabalho, eu bebia refasteladamente o meu chá de janela aberta, pois mais vale cairem umas pingas lá dentro do que sucumbir ao intenso cheiro a queimado que se manteve ainda por algum tempo.
Escusado será dizer que tentei não fazer mais nada, nem tocar no que fosse naquele dia, até porque 'jo no credo en brujas pero que las hay, hay'...

Domingo, Novembro 15, 2009

"The less people known about how sausages and laws are made, the better they sleep"
Otto Von Bismark
Eu devo dizer que durmo lindamente, como salsichas e não sou anarca. Para além disso já passei há muito a idade dos 'porquês'. Talvez por isso, respeito a lei e ignoro a composição das salsichas, sejam elas frescas ou de lata, embora já não me seja indiferente o facto de as primeiras virem enroladas em couve lombarda. Penso muitas vezes se a frase acima plasmada se aplicaria facilmente às 'leis da atracção', apenas porque acho que as leis que regulam os nosso afectos são infinitamente mais arbitrárias do que as que regulam o nosso comportamento social. Posso até exemplificar de forma simples. Eu tenho por adquirido que, se não pisar traços contínuos nas estradas, se não insultar ninguém, se não agredir ninguém, se não andar por aí a roubar carteiras e se não falar ao telefone com Armando Vara, não terei problemas com a lei, nem quero saber quem a fez. Agora eu até posso fazer isso tudo e andar certinha qual menina de colégio com uniforme e tudo e sentir-me terrivelmente atraída por alguém que, não só não paga as contas, como tem uma ou duas penhoras à casa, já conduziu sobre o efeito do álcool e usa sapatos de berloque, e isso eu já não entendo tão bem. As poucas insónias que tenho são quando questiono estas 'leis dos afectos'...Talvez por isso seja melhor manter-me na ignorância, esse lugar tão confortável...