Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Coisas de Mulheres...
Estavamos nós (eu e a P.) em Madrid e resolvemos ir jantar a uma pizzaria que ficava próximo do famoso bairro madrileno, Chueca, baptizado em honra do compositor Francisco Chueca. Ora o referido bairro, foi adoptado pela comunidade gay e é onde se situam os mais famosos locais gays. Embora a Pizzaria não fosse em pleno bairro da Chueca mas próximo, no seu interior deparamos-nos com alguns casais homossexuais, não todos, mas alguns. Imediatamente ao nosso lado, estava um casal de lésbicas que partilhavam um prato de massa. Mulheres modernas como somos (eu mais que a P., diga-se!) queremos é comer uma excelente pizza e o resto é conversa. Devo dizer que eram absolutamente divinais, uma coisa do outro mundo. No final, resolvi ir à casa de banho e pedi à P. para me acompanhar, apenas e só para me segurar na mala, nos mapas, nos casacos e no demais que uma turista trás atrelado. Então não é que a desgraçada se recusou? E disse alto e bom som " Nem pensar" enquanto olhava de soslaio para o casal de lésbicas! E lá fui eu sozinha, desfazendo o mito que as mulheres vão sempre aos pares à casa de banho, só porque a desgraçada da P. tinha medo que achassem que eramos um casalinho...bahhh

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Bloggers masculinos, onde andam?
Muito se tem falado de blogues femininos apelidados de 'cor-de-rosa'. Criou-se até um estereótipo das bloggers femininas, que seriam mulheres solteiras, na casa dos trinta e disponíveis quer em tempo, quer afectivamente. Parece-me que, em pouco mais de três linhas já falhei alguns requisitos, mas adiante. Eu acho sinceramente que o meu blogue não fala só de coisas fúteis, por outro lado, acho a expressão 'coisas fúteis' demasiado redutora. Os blogues de mulheres que acompanho falam de coisas simples, de coisas que nos acontecem diariamente e leio porque acrescentam sempre qualquer coisa. Há concertos que não oiço falar até alguém falar deles, há lojas que nunca teria ouvido falar senão através deles, há destinos turísticos que pretendo visitar pelo que li das experiências de outras bloggers, há livros que leio porque aí são sugeridos. Podia referir milhares de coisas que aprendi em outros blogues femininos, mesmo aqueles mais 'light'. Nem todos os blogues femininos são iguais. Uns são mais bem escritos do que outros. Uns contam as histórias de uma forma mais cómica. Outros são mais elitistas, outros menos. Se é uma guerra de sexos na blogosfera que estamos a assistir, venha ela. Tenho comentado a falta de blogues masculinos, daqueles em que os respectivos donos contem as suas mágoas e anseios, em que se confessem viciados em playstation ou futebol ou no que for. Assim sempre poderiamos retorquir que enquanto nós falamos de sapatos, eles falam de futebol ou de andebol ou de paintball. Queremos blogues com sentimentos, experiências, angústias masculinas escarrapachadas ou meras vivências descritas de uma forma clara, simples e clarividente. Queremos saber quais as grandes futilidades dos homens, queremos saber se têm dilemas pessoais com o aspecto, queremos saber a vossa opinião sobre a depilação masculina e por aí em diante. Basicamente, queremos saber tudo e de forma clara. Por isso, deixem-se de conversa sobre blogues de 'gaja' e façam vocês mesmos blogues de 'gajo' dignos de se ler. Faço questão de adicioná-los à minha lista e de lê-los religiosamente.
'Meninas' para todos os gostos...
As 'meninas' Diego Velásquez, Museu do Prado, Madrid

É adorável ver as 'Meninas' criadas por Velásquez, que se colocou bem perto delas de paleta na mão para não perder pitada. São de uma expressividade notável, parece que podemos sentir o ambiente da Família de Felipe IV, até o animal doméstico ganha vida na obra.

As 'meninas' segundo Picasso, Museu Picasso em Barcelona
Talvez por isso, Picasso se tenha apaixonado pela obra de Velásquez. Tenha também ele andado fascinado pelas suas 'meninas', de tal forma que não resistiu a fazê-las suas, a dar-lhes a sua interpretação. Mais curioso, é que por mero acaso, acabei por ver primeiro a versão do Picasso, do que a do Velásquez.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Porque há homens assim...
Haven´t met you yet, do Album Crazy Love, Michael Bublé
..que ficam tão bem de traje de gala, como de calças de ganga e ténis. Que tanto encantam com um look sofisticado, como são encantadores num vulgar supermercado. Creio que destes há poucos. Há quem lhe chame versatilidade, eu prefiro chamar-lhe classe. Custava muito passares por cá em 2010, custava? Pensa nisso, michael, pensa com carinho :)
E depois há as outras formas de arte...
ou melhor, outros artistas...
* Obra de autor desconhecido

Domingo, Novembro 01, 2009

Miró ao alcance de um pincel...
Juan Miró
Devo confessar que nunca fui grande admiradora do pintor catalão Juan Miró. Fico sempre embasbacada frente a uma das suas obras.
Juan Miró
Tenho vontade de dizer como naquele anúncio da cerveja que era capaz de fazer isto com a minha avó ao colo ou até com uma perninha às costas. Alguns quadros de Miró são tão simples, tão simples que a sua autoria poderia ser atribuída a uma criança de tenra idade.
A cabeça e a aranha, Juan Miró
Acho até que Miró não sabia mais do que uma criança de dez anos e ainda bem que não era vivo para não ser vexado num programa qualquer apresentado pelo Jorge Gabriel. É claro que estou a exagerar, é claro que estou a dar a minha opinião absolutamente leiga, como também é verdade que o referido pintor tem alguns bem mais elaborados, mas estes deixam-me com vontade de deitar mãos à obra e fazer melhor.
* Fotos tiradas por mim no Museu Rainha Sofia, Madrid, onde estão patentes estas, bem como outras obras de Miró, Picasso (nomeadamente o Guernica) e Dalí entre outros.

Sábado, Outubro 31, 2009

Assumir ou não assumir, eis a questão...

Penelope Cruz e Javier Bardem

Há quem adopte várias posturas em relação aos relacionamentos amorosos. Se por um lado, há casais que se conhecem há pouco mais de uma semana e fazem juras de amor eterno e mudam para a casa um do outro, há outros que preferem manter o relacionamento mais discreto, pelo menos até ver. Não censuro os que optem pela primeira hipótese porque cada um faz da sua vida o que quiser, mas não acho bem que, se as coisas correm mal ao fim de uns tempos, andem de candeias às avessas e em vez de juras de amor, troquem juras de vingança e apupos vários. É caso para dizer, que ás vezes a montanha acaba por parir um rato. Sou mais apologista de manter os relacionamentos, pelo menos numa primeira fase, longe de tudo. Penso que todos os demais devem compreender isso, porque a mim parece-me razoável que estando um relacionamento nos primórdios, com os intervenientes tentando conhecer-se sem saber se daí resultará o que quer que seja, não se devem fazer grandes alaridos. Por isso compreendo que numa primeira fase não se assumam, até porque pode não haver nada para assumir. Se a coisa não der certo, evitamos horas de explicações aos amigos, familiares, conhecidos e colegas de trabalho a dizer " Ah e tal a coisa com X não deu certo!". Há quem não respeite esta atitude mais discreta e que perante o desconhecimento tente indagar junto de terceiros, ande para aí aos 'cochichos' sempre que nos vê à conversa com o suspeito, como que a dizer "ah! apanhei-te!!" Sim, sim fui apanhadinha. Lembro-me que há um par de meses, alguém que sei que deu voltas para saber sem sucesso se houve ou não houve relacionamento, resolveu fazer-me um ataque frontal dizendo " Tu andaste com X não andaste?" Lá tive eu que colocar o meu ar de tonta nº 6 e perguntar se ela tinha ouvido do próprio ou de mim, ao que respondeu que não tinha ouvido por nenhum! Claro, que resumi a coisa de forma clara e directa rematando que, se não fui eu que disse nem ele, se calhar era boato e matei a conversa, espero que para sempre.
A verdade é que saímos três vezes e pouco mais e a minha memória do 'fogacho' já não é a melhor, mesmo assim, folgo em saber que há quem tenha mais interesse no relacionamento do que eu alguma vez tive...
Aprender com os erros...
Acredito que a personalidade de cada um de nós não é mais do que a soma dos nossos erros, moldada sobre a reacção que temos perante eles. Há pessoas que reagem com força e determinação perante os obstáculos, outras que se deixam abater por eles. Há quem aprenda com os erros, limpe as feridas e ouse seguir em frente e quem se recuse a corrigir o erro, insistindo nele e ficando agarrado a ele, ou afectado por ele. A primeira atitude, embora corajosa, é de uma dureza mental e emocional, se assim for o caso, atroz. Não é fácil cortarmos a direito, deixando para trás coisas importantes, muitas vezes sentindo que deixamos um pedaço de nós que possívelmente nunca recuperaremos... É doloroso, mas pelo menos, se soubermos extrair as lições convenientes, fecharemos o ciclo e difícilmente voltaremos a cometer o mesmo erro. Seguramente nos aparecerão novos desafios, novas emboscadas, erraremos novamente, mas não cometeremos o mesmo erro. Muitas vezes, por medo, cobardia ou um qualquer sentimento mais nobre, tentamos manter-nos no erro, fazendo por acreditar que o errado, como que por magia, se tornará um dia certo. Nestas situações recusamos a receber as lições que a vida nos quis dar e o ciclo não se fecha. Ficamos ali parados e somos consecutivamente induzidos ao erro e cairemos nele tantas vezes quantas nos recusarmos corrigir ou extrair as convenientes lições. É muitas vezes por isso, que muitos se queixam de que as vidas não evoluem e de que só lhes surgem coisas más. Eu já aprendi com erros e já me recusei a aprender com eles. Por mais dolorosa que seja, prefiro sempre a primeira opção...

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Politiquices...
Aproveitando a minha ausência, Socrátes lá conseguiu tirar da cartola um governo, daqueles novos, mas que já cheira a mofo. Depois de muito escolher, ou de muitos convites rejeitados temos um novo governo quase igual ao antigo . Se é verdade que o país votou na continuidade, também é verdade que todos esperavam mais da lista dos eleitos, digo todos os que se importam claro! A única coisa que me agradou foi a escolha de um secretário de estado, um antigo professor de faculdade. Ele não era um professor excepcional, nem exemplar, nem roçava a genialidade, era simplesmente bom e acima de tudo uma pessoa normal. Era uma pessoa controversa, por ter uma ideia de avaliação diferente dos demais, por considerar que havia que graduar o aluno para além das notas dos testes, porque para ele não bastava rebobinar nas aulas, testes e exames, tudo o que constava nos manuais, o que em terra de marrões que decoravam livros inteiros e os estampavam em folhas de papel, mesmo sem compreender, é uma ousadia. Eu gostava dele, porque tinhamos uma visão parecida sobre aulas, estudo e do pouco que falei com ele, sobre a própria vida. Tinha o cuidado de me elogiar quando fazia bem, repreender-me quando fazia mal e de me desafiar a fazer melhorias de nota, quando achava que tinha ficado abaixo das minhas capacidades. Nem sempre segui os seus conselhos, talvez por irreverência. Sei que muitos colegas de faculdade me linxariam se me lessem agora, mas devo dizer que fiquei felicíssima com a sua escolha para secretário de estado e da próxima vez que o encontrar no Parque das Nações a andar de bicicleta, faço questão de lho dizer pessoal. Desejo-lhe toda a sorte...

El Bosco, O Jardim das Delícias

Eu gosto de arte. Sempre gostei, embora em adolescente tal se notasse menos. No dia em que a psicóloga da escola me disse, no meio de testes e entrevistas, que eu tinha vocação para as artes, desatei a rir. Nunca me considerei talentosa, nem a desenhar, nem a pintar, embora em adolescente fizesse roupa que eu própria vestia e coisas giras! Era um verdadeiro 'Ás' da máquina de costura, por isso ainda hoje, não recorro à costureira. Tenho porém notado que tenho muito gosto em ver arte e sempre que posso, vou ver museus, exposições e por aí em diante. Não perdi a oportunidade de em Madrid, visitar o famoso Museu do Prado. No meio de tantos quadros de Goya (mais de cem) , de um boa meia centena de quadros de Velásquez, entre eles, as famosas ' meninas', vou cair de amores por um quadro e por um pintor que não conhecia. O seu nome é Hieronymus Bosch, conhecido em Espanha por 'El Bosco' e o quadro chama-se " O Jardim das Delícias Terrenas". Quem olha para ele fica surpreendido pela cor, pela expressividade, pelo pormenor e pelo conteúdo. Ele descreve a história do mundo desde a criação, apresentando o paraíso terrestre e o inferno nas asas laterais, enquanto o centro celebra os prazeres da carne, como que dizendo que entre o bem e o mal está o pecado . É um quadro magnífico que recomendo a quem vá ao Prado dê uma atençãozinha, e mesmo que não vá com intenção de lhe deitar o olho, se passar por ele estou certo que não se fica indiferente. Claro que, vieram logo para Lisboa, 'recuerdos' do dito, tais como marcadores de livros, postais. Infelizmente não havia réplicas para meu desagrado, mas não se pode ter tudo.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

80´s back and i love it!
Quem me conhece sabe que sou absolutamente fã dos 80´s, não só da música, como da roupa e de muito mais. Foi uma década de excessos é certo, mas de muito arrojo, imaginação e de uma verdadeira explosão cultural. Por isso, como mulher, fico radiante que estejam de volta os 80´s porque já tenho toda uma série de ideias para o guarda roupa de inverno. Não se pense que vou andar para aí de leggings brilhantes, tachas e mais tachas e vestida à leopardo. Há que saber adaptar a moda à idade e à actividade profissional. Contudo, espero usar e abusar das leggings normais, usar um ou outro adereço em estilo tigre, adquirir uns botins e umas botas à 'gato das botas' e por aí em diante, sem grandes exageros. Fico sobretudo contente por este revivalismo dos anos oitenta nos oferecer uma vasta panóplia de escolhas 'fashion´para este inverno!