Segunda-feira, Março 19, 2012

E hoje é dia do pai, e desta vez, ao invés de meias, calças e afins, o meu pai levou um mimo de A Vida é Bela para dar uma volta com a minha mãe. Pelo menos era o que eu esperava, porque parece que depois de abrir e a minha mãe começar a fazer planos ele resolveu dizer que a prenda era dele e ele é que escolhia a companhia! Alguém indica assim sugestões boas de lugares especiais entre os 35o do cardápio é que é difícil escolher e estava a contar dar uma ajuda...Obrigada...
Não tenho nada contra a felicidade alheia, bem pelo contrário se fossemos todos mais felizes vivíamos bem melhor, mas acho sempre que a felicidade deve ser algo assim a atirar para o recatado, e já bem basta o facto de se notar na pele ou de ser intuir no olhar, ou indisfarsável no sorriso. Faz-me confusão todas aquelas pessoas que passaram de uma vida de cepticismo, de dúvidas, de inseguranças, para uma de felicidade daquela que parece argamassa e se atira à parede para ver se fica lá colada, e tudo é bonito, tudo é perfeito, tudo é fantástico, tudo é magnifico e como tal todos temos que levar com o cor-de-rosa, com o cuchi-cuchi e com a lamechice daquela a balde. Permitam-me, mas prefiro pessoas igualmente felizes, radiantes até mas coerente. Prefiro as pessoas que não agem perante a felicidade tal qual um viciado em cocaína, até porque acredito que a felicidade é demasiado bonita para ser uma droga...

Domingo, Março 18, 2012

Há sobremesas e sobremesas e eu das que tenho comido há uma que conquistou o meu coração: O trio de mousses do restarante LA Paparrucha. Se não me engano é mousse de chocolate com pimenta, mouse de menta e a outra é de gengibre ou será lima? Não me lembro, só sei que é magnifica e não sei se as consigo fazer, pelo menos para que fiquem tão saborosas.
Se há conversa que não me agrada é a conversa sobre carros que muitos homens gostam de ter. É jantes para cá, pneus tal para lá, ABS para além e o diabo que os carregue até porque um carro é só isso mesmo um carro, não é uma família, não é um amor, não é um projecto de vida é apenas uma forma de transporte eficiente sem dúvida mas ultimamente muito cara.
Depois, no meio da conversa há sempre aquela fase em que se diz que este ou aquele é um carro de gaja. Nunca percebi bem esse conceito, apenas sei que um amigo do meu cunhado comprou um Honda Jazz e andaram a gozar com ele durante mais de seis meses que aquilo mais parecia o carro da namorada.
Haverá carros tipicamente femininos? Tipicamente feitos à prova de arranhadelas de unhas de gel, com pedais apropriados para conduzir de saltos? Com um sistema próprio que faz sair do painel um baton e um eyeliner? Então o que é afinal um carro de gaja? Hã? Alguém explica?

Eu contudo percebo que há carros com um design mais bonitinho que devido a isso atrai talvez mais as senhoras que muitas vezes nem fazem de ideia de metade dos extra que os carros trazem nem para que os mesmo servem. Por isso, digo que gosto de todos estes, porque são pequenos, porque são citadinos e giros até mais não e alguém me poderiam oferecer qualquer um destes que eu não me ia fazer de rogada...

Sábado, Março 17, 2012

Parece que Clooney abraçou a causa sudanesa com unhas e dentes. Esteve no Sudão, sentiu a crueldade feita contra civis inocentes e aquilo foi coisa que não o deixou indiferente. Chegado aos 'estates' resolveu manifestar-se pisar a linha e foi detido. Saiu pouco tempo depois, sob caução de 100 dólares, o equivalente a €75,00. Eu cá também acho que aquilo não foi inocente, que a sua prisão serviu para dar visibilidade à causa. Que o Clooney estava absolutamente tranquilo e charmoso ao ser algemado. Eu também acho que, ele já teve piores companhias que um par de algemas, aliás não me chegam os dedos das mãos e possivelmente os dos pés, mas ainda assim apesar de tudo o que possam dizer, de todas as críticas, o homem fez qualquer coisa por aquilo que acredita, e por isso merece todo o nosso respeito. Go Clooney...not to jail off course, not again...
No outro dia, juro que ao ouvir alguém invocar os seus bons principios e bons valores, me tive de conter para não rir. Eu acho que deve dizer isso numa de interiorizar, como se se dissesse muitas vezes e em voz alta que se tem bom fundo e bons principios, talvez mais do que convencer os outros se consigam convencer a eles próprios para se conseguirem sentir menos bichos e mais gente. Como rir nesta situação era o pior remédio, e ignorar o mais sábio, juro que estava a ouvir e começou na minha cabeça a tocar música clássica a qual nem sequer consigo identificar por ser uma nulidade nesse tipo de música, mas juro que ouvi violinos, muitos violinos...era talvez uma pessoa a afundar-se tal e qual o titanic e uns 100 anos depois. De facto a história repete-se...

Sexta-feira, Março 16, 2012

Quando uma pessoa pensa que já viu tudo, há sempre algo que pode surpreender. Eu pensava que a Penthouse era uma revista onde apareciam mulheres jeitosas e com pouca roupa, mas ontem vi uma referência a uma grande entrevista de Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, onde? Na Penthouse, e claro que me ia caindo o queixo. Bem sabemos que o senhor é assim meio radical, mas espero sinceramente que apareça composto, porque para miséria já basta a do país. Por outro lado, já estou a ver os moçoilos imberbes à beira dos quiosques a pedirem a Penthouse e a justificarem com a grande entrevista de Marinho e Pinto, pois sim....

* esta capa já é antiga e é com a Daniela P., aquela senhora da Casa do Degredo.
Há coisas que só me acontecem a mim, como por exemplo, no outro dia, tirei uma camisa do estendal e como precisava de a vestir, fui passá-la a ferro, quando o estava a fazer reparo numa coisa vermelha por baixo...era uma joaninha que deveria estar pousada na camisa e que me escapou, e ficou acidentalmente esmagada e vaporizada com o ferro a vapor. As crueldades que eu faço! É por essas e por outras que eu não gosto de passar a ferro. Pobre joaninha...
Estão lembradas do que eu escrevi há dois post atrás sobre andar formal e elegante sem andar sempre de fato escuro e camisa ou básico por baixo que podiamos cruzar cores e fazer conjuntos mais inovadores, a Kate explica isso neste look. E digam lá que a mulher não está bem assim?

Quinta-feira, Março 15, 2012

Pois, que para alegrar o meu Verão, não descanso enquanto não adquirir uma calças como aquelas que aparecem na primeira foto, que por acaso devem ser hiper confortáveis para o verão e uma saia comprida. Se puder igualmente ser uma saia que na verdade é um par de calças, também não me farei de rogada, refiro-me as estas rosas mais pálidas. E assim se sonha com o Verão num dia cinzento como o de hoje...

Quarta-feira, Março 14, 2012

DA CRISE

Hoje pela manhã, num jornal daqueles gratuitos dizia-se que a crise fez com que os portugueses reduzissem cerca de 5,9 % o seu consumo de mariscos. No Natal, vi uma reportagem na TVI, (where else?) de uma senhora, que tinha alguns sete pratos diferentes de sobremesa para a ceia de Natal mas que falava da crise que a tinha impedido de comprar pinhões. Eu acho isto tudo para lá de ridículo! Para além destes estudos idiotas, há pessoas que vivem realmente em dificuldades e que as suas dificuldades não se resumem a não comer marisco ou a cortar nos pinhões. Eu confesso que me perco por pinhões, mas já não sou grande fã de marisco, por isso, para mim é-me indiferente se não o comer. Agora, algumas pessoas vivem situações que não são bem a dúvida de se pode comprar cem gramas de pinhão ou comprar meio quilo de camarão para entrada e por isso custa-me explorar-se uma altura de crise, dando como exemplo coisas perfeitamente idiotas. Todos sentimos a crise, temos de viver com ela, temos que resistir e que ser superior a ela, mas também temos que a respeitar e sobretudo quem passa verdadeiras dificuldades e não é target de inquéritos sobre consumo de lagosta ou convidado para o jornal da TVI para falar do Natal sem pinhões, até porque a pobreza é envergonhada, sempre foi...
Eu era muito infeliz se tivesse andar todos os dias de fato. Como aqui referi, a minha profissão é muito formal, mas dentro dessa formalidade e do ar sério, não nos devemos render à ditadura dos fatos cinza ou azul com uma camisa a cada dia, pelo menos se não nos queremos transformar num bocejo. Ainda me lembro de uma colega de profissão me dizer que onde ela trabalhava, não poderiam usar um blazer lilás como o que eu envergava, combinado com umas calças pretas e uma écharpe. Não foi só o que ela disse, foi o orgulho. Aquela mulher orgulhava-se de usar um fato cinzento com um básico branco ou rosa pálido todos os dias, mais ainda achava que tinha um ar muito mais profissional do que eu, porque só vestia aquelas cores que podemos legitimamente levar para um velório. Acontece que ela era uma péssima profissional, mas mesmo má, e nem o fato a ajudava. Eu odeio fato, mas não prescindo de andar de forma de ter o aspecto a que sou obrigada, mas porque não uma écharpe floral, ou uma calça coral com um blazer preto? Será que umas camisa fluída e umas calças verdes e uns sapatos de pele de cobra me fazem menos inteligente? Não me parece. Não alinho na ditadura do vestir um bocejo e envergar um sorriso amarelo, e custa-me muito ver gente vestida sem nenhuma audácia, ali entre o certinho e o arrumadinho, normalmente de cores escuras. Também não venho para aqui defender que se vistam como quem vai para a Moda Lisboa porque pelo que percebi, a crise de elegância fez-se sentir, mas vão um pouco mais longe, um pouco além do estilo aborrecido...

Segunda-feira, Março 12, 2012

Eu não sou uma fashion blogger que não sou, mas sigo as tendências. Este ano os calções de ganga curtos estão muito na moda. São aos milhares, sobretudo as jovens a aderir a este tipo de vestuário, mas como o mundo não é perfeito, nem o estilo é democrático, há quem dê um enorme tiro no pé e ao ao invés de ser fashion se torne apenas ridículo. Em primeiro lugar, cortar tanto as calças antigas para transformá-las em calções de forma a deixar os bolsinhos à mostra é terrível. Eu acredito que haja uma ou outra fashion blogger que o tenha feito, mas ainda assim acho terrível. Mas hoje vi algo ainda mais pavoroso: uma jovem com uns calções de ganga curtinhos com uns collants cor da pele, daqueles que têm aquele rebordo em cima quase em forma de cinta mas a ver-se. Achei ridículo. É que há collants que não têm essa parte são iguais de cima a baixo e a escolha de um desses modelos tinha evitado aquela figura absolutamente deplorável. Outra coisa que me faz confusão é ver gente com sapatos abertos à frente e com aquele tipo de meia que tem um rebordo mais forte na zona dos pés, e quanto a essas digo o mesmo, se o sapato é aberto é só escolher a meia que não tenha isso, porque fica pavoroso. O pior que pode acontecer é querer ser fashion e ser absolutamente aberrante. Eu bem sei que algumas aberrações se passearam pela Moda Lisboa, mas não vamos generalizar... Ah e eu cá acho que os calções de ganga curtos ficam muito melhor com meia opaca preta, ou de outra cor, mas opaca...
Eu gosto de dinheiro, não pelo dinheiro em si, mas pelo que ele compra, porque tal como toda a gente, eu gosto de coisas boas. Não acho uma nota de 100€ uma obra prima, não me deslumbre com a qualidade de uma nota de €10,00, aliás estou muitas vezes demasiadamente ocupada a gastá-las que nem olho para elas. No entanto, há pessoas que têm uma relação com o dinheiro bem pior que a minha, aqueles que têm a ganância escrita no rosto esverdeado, que fica daquela cor sempre que alguém dá um passo em frente na sua vida. Não há pachorra. Depois há os que gostam muito de dinheiro e trabalham muito para ter muito, face aos quais não tenho nada contra salvo o facto de poderem não ter o tempo suficiente para o gastar, e os que fazem tudo por ele, mesmo que não implique trabalho, mesmo que implique entrar em esquemas marados, menos próprios, escusos, desfalques, trafulhices, alianças com pessoas menos honestas e o diabo a quatro. Das duas pessoas que conheço com este tipo de carácter que descrevi, só me faz confusão para que o querem e o que fazem com ele, porque se querem ascender socialmente têm de perceber que o dinheiro ajuda mas a higiene corporal e a educação também, e depois são ambas pessoas que não gostam de apreciar os prazeres da vida, passam a vida entre portas, não fazem viagens, não estudam mais, não vestem melhor, não aprendem línguas, não comem em melhores restaurantes, nada disso. Acho mesmo que são tão gananciosos que devem ter as notas na banheira e mergulhar lá ao fim de semana, qual Tio Patinhas, mas esse é bem mais divertido.